Mostrando postagens com marcador Centro de Memória. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Centro de Memória. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de novembro de 2025

CENTRO DE MEMÓRIA E DOCUMENTAÇÃO MANOEL HYGINO DOS SANTOS [Santa Casa]

UFMG - ECI - Curso de Museologia

MUSEOLOGIA II 

Prof.: Luiz H. Garcia

Grupo: Beatriz Fonseca, Clara, Julia, Karen, Viviane e Zaya.


CENTRO DE MEMÓRIA E DOCUMENTAÇÃO MANOEL HYGINO DOS SANTOS

Centro de Memória Santa Casa da Misericórdia


O Centro de Memória e Documentação Manoel Hygino dos Santos é o espaço responsável por salvaguardar a história da Santa Casa de Belo Horizonte , além de promover ações culturais, educativas e de preservação.

Reconhecido pelo Ibram

Espaço com temática Ciências Exatas, da Terra, Biológicas e da Saúde

Possui plano museológico

Participa de eventos museológicos que ocorrem em Belo Horizonte


___________________________________________________________________________

ROTEIRO


Você conhece… O Centro de Memória da Santa Casa?


Também conhecido como Centro de Memória e Documentação Manoel Hygino dos Santos, o Centro de Memória da Santa Casa é um espaço que propaga os anos de história do Hospital Santa Casa, localizado na área hospitalar de Belo Horizonte, onde também está situado o Centro de Memória da instituição.


A Santa Casa da Misericórdia é a instituição médica mais antiga de BH, sendo inaugurada juntamente com a cidade, em 1897.


São 127 anos de uma história que merece ser conhecida e reconhecida pela população belorizontina e que é honrosamente reavivada pelo Centro de Memória e Documentação Manoel Hygino dos Santos.


O Centro de Memória é localizado na Antiga Maternidade Hilda Brandão, prédio inaugurado em 1916 e a primeira maternidade de Belo Horizonte. A antiga maternidade é tombada pelo IEPHA-MG (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais), que reconhece sua importância devido a sua arquitetura e seu valor histórico-médico. Além do Centro de Memória, na Antiga Maternidade também funcionam a provedoria, a diretoria e os setores administrativos da Santa Casa BH.

 

Exemplar do folder proposto: 




Exposição – Teatro FELUMA / Centro de Memória da Faculdade Ciências Médicas

 Exposição – Teatro FELUMA



 

Como graduandas do curso de Museologia pela Universidade Federal de Minas gerais (UFMG), nos foi proposto na disciplina Museologia II, escolher uma instituição para a fazermos um projeto de intervenção, como uma das integrantes do grupo faz estágio na Faculdade Ciências Médicas a escolhemos para este trabalho. O grupo é composto pelas seguintes alunas do 3º período da graduação:

Helena Costa Vilela CecilioJaqueline dos Santos AlvesSofia Fernandes de Abreu PenidoRebeca Dias Alves.

A escolha da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais como foco para nossa proposta inicial, nos deu liberdade para iniciar a delinear o que gostaríamos de fazer. Inicialmente visamos fazer um estudo de público, analisar o perfil dos visitantes buscando melhorias no Centro de memória, tanto na exposição como nas mediações que são ministradas. Entretanto, esse tipo de pesquisa/avaliação já é realizada pelas instituições Feluma, assim, optamos por um caminho diferente.

Após analisar a CPA e os comentários feitos ao Centro de Memória, um se destacou, já que o denominava como “um lugar morto”, o que na visão dos que vivem cercados de história não fazia sentido, a memória representa a vida, o acervo carrega a vida de muitas pessoas que auxiliaram na estruturação da faculdade e da própria medicina mineira. Portanto, com o desejo de levar toda essa vida que enxergamos no interior da exposição e da Reserva Técnica, decidimos que a nossa intervenção social e missão, seria externalizar e resignificar esse acervo para os alunos, colaboradores e visitantes da Fcmmg.



Todos os cursos representados através do acervo do Centro de Memória:

 

Medicina

Fisioterapia

Enfermagem

Psicologia

Odontologia

Fonoaudiologia

- Laboratório Portátil de Urina

(Exposição)

- Aparelho Coluna Cervical

(Armário entrada)

- Pote de Algodão

(Exposição)

- Livro de Diagnósticos

(?)

- Conjunto 5º Cúpula

(CM Odonto)

- Audiômetro 

(Exposição)

- Caixa com equipamentos de Otorrino

- Bolsas Quentes

(Armário Entrada)

- Seringas e Agulhas 

(Reserva Técnica)


- Casinha de Boneca 

(Reserva Técnica)

- Livros 

(CM Odonto)

- Orelha ou Laringe; (Modelo Anatômico)

- Estojo de Ampolas

(Caixa A4h)

- Ultrassom

(Armário Entrada)

- Talas de madeira 

(Reserva Técnica)

- Família Terapêutica

(Exposição) 

- Tampo e pia 

(Reserva Técnica)


  

TOTAL: 17 Itens do Acervo e 2 Itens anatômicos sintéticos (empréstimo pendente).
 

Com o auxílio do nosso Professor Luiz Henrique Assis Garcia e da Museóloga Paola Andrezza Bessa Cunha, conseguimos entrar em contato com os participantes/supervisores do Instituto Cultural Ciências Médicas e apresentar nossa proposta. A exposição de curta duração: De Volta Para o Futuro Ciências Médicas, teria como objetivo principal mostrar a evolução nos modos de se praticar e aprender dos cursos oferecidos pela faculdade. O acervo selecionado seria separado em 6 cúpulas, emprestadas do Centro de Memória do Campus II da Fcmmg, utilizando cada uma delas para representar os respectivos cursos de Medicina, Fisioterapia, Enfermagem, Psicologia, Odontologia e Fonoaudiologia.

Os expositores seriam transferidos até o Foyer do Teatro Feluma e organizados na parede lateral, em frente às paredes de vidro. As legendas seriam feitas através de um sistema de enumeração, em que se posiciona o número à frente do objeto e na cúpula a legenda completa sobre seu nome, época, curso e utilidade, para que assim não houvesse uma poluição visual. À frente de tudo, no início da exposição haveria um Banner para contextualizar os visitantes sobre tudo.

No período que a exposição estivesse disponível deixaríamos uma urna para que os visitantes pudessem expressar sua opinião, além de sugerir para que visitassem ao Centro de Memória (localizado no primeiro andar da instituição). Com o auxílio da planilha de visitantes, já utilizada no CM, e a urna, faríamos a análise para ver se o projeto atingiu seu objetivo de trazer mais pessoas para dentro do Centro de Memória e formar esse vínculo com o passado, entendendo a participação deles nessa história. Toda essa pesquisa seria disponibilizada à Fcmmg.

Gostaríamos de transmitir que um dia tudo que a Faculdade possui no acervo, já foi o cotidiano de muitos alunos e profissionais, e fazer com que percebam como hoje constroem a história que será admirada pelos futuros alunos, colaboradores, visitantes e familiares. A memória se torna viva quando se tem a oportunidade de participar dela e é perpetuada por aqueles que a admiram.


quarta-feira, 9 de outubro de 2019

O Museu vai à escola: o Centro de Memória da Medicina [Função Social dos Museus 2019]




Universidade Federal de Minas Gerais 
Escola de Ciência da Informação – Graduação em Museologia
Disciplina: Função Social dos Museus - Atividade: Relatório Final
Professor: Luiz Henrique Garcia de Assis 

Alunos: Alessandra Menezes, Daniel Batista, Débora Calixto, Lucas Thiago e Silvia Maria.

O MUSEU VAI À ESCOLA: O CENTRO DE MEMÓRIA DA MEDICINA


Museus Universitários, o que são? São denominados “museus universitários” museus e coleções que são de responsabilidade de uma instituição de ensino superior e/ou universidade, que adquire, conserva, pesquisa, comunica e expõe objetos para estudo, educação e apreciação; as coleções universitária são exibidas de forma limitada ou mesmo não exibidas, sendo utilizadas, principalmente, para o ensino universitário. (ALMEIDA, 2002. p.205)

Atualmente a Universidade Federal de Minas Gerais possui 24 espaços de ciência e cultura que variam entre museus, centros de memória e centros de pesquisa. Dentre estes espaços chamamos a atenção para o Centro de Memória da Medicina - CEMEMOR, nosso objeto de pesquisa e investigação.

O Centro de Memória da Medicina da UFMG foi criado em 1977 e seu principal idealizador foi João Amílcar Salgado, professor dedicado e conhecedor da história e da área da saúde. Em virtude de uma ampla reforma da grade curricular do curso de medicina, e a implementação de uma disciplina sobre a História da Medicina, viu-se a necessidade de criação de um espaço que se dedicasse a memória da Faculdade. O primeiros espaço destinados a abrigar o museu foi inaugurado em 1980. 

O acervo do CEMEMOR é composto por objetos que foram usados no ensino e na pesquisa universitárias e é constituído de várias coleções. Dentro dessas coleções encontram-se uma multiplicidade de objetos, como: seringas de diversos tamanhos e modelos, microscópicos, índices de periódicos da faculdade, ampolas de medicamentos, frascos de soro, além de teses de ex-alunos, livros publicados nos séculos XVIII e XIX - incluindo algumas edições raras, entre outros objetos tridimensionais, fotografias e documentos.

Pensando na possibilidade de desenvolver no Centro de Memória uma atividade que atraísse um público em potencial, visto que, cada vez mais, se discute a importância das universidades desenvolverem atividades e programas que aproximam as comunidades externas ao ambiente acadêmico, não somente em seus museus, mas também em suas faculdades e escolas, decidimos tirar o CEMEMOR da Faculdade de Medicina e apresentá-lo em um outro local.

A ideia inicial do projeto O Museu Vai à Escola nasceu de um antigo projeto educativo do CEMEMOR que visava visitar escolas da rede municipal e estadual que se encontram no entorno da instituição, apresentando-lhes o espaço e o acervo do museu. Este projeto tinha como objetivo ampliar o contato do público com o museu, bem como levar seus valores para a sociedade. Utilizando da concepção base da ideia original, reformulamos o projeto e elaboramos uma ação que consistiu em apresentar o Centro de Memória da Medicina UFMG à uma turma do EJA - Educação de Jovens e Adultos, de forma a expor não somente a patrimônio universitário e científico da Faculdade de Medicina, mas também discutir a importância dos museus universitários na educação e pesquisa científica, tentando criar um paralelo entre o que se produz na academia e o resultado dessa produção aplicada diretamente na sociedade.

O CEMEMOR VAI À ESCOLA

Realizada no dia 25 de setembro de 2019 em uma turma de Educação de Jovens e Adultos - EJA - do Colégio Imaculada Conceição, a mini-palestra, com duração de 60 minutos, abordou o conceito de museu, o que são museus universitários, apresentação do CEMEMOR e discussão acerca do papel dos museus (científicos ou não) na sociedade. 
Com um público de 35 pessoas, com idades entre 16 e 61 anos e de perfil variado, mas principalmente pessoas em vulnerabilidade social e de baixa renda, a aula/palestra contou com o auxílio de duas professoras da escola, que muito ajudaram com a didática, incentivando os alunos a participarem e mostrarem seus pontos de vista e compreensão acerca do tema proposto e de seus hábitos frente aos patrimônios culturais.

A intervenção também teve como princípio o exercício da cidadania: evidenciar aos estudantes que museus existem em função da sociedade e que cada cidadão deve se apropriar de espaços públicos como praças, prédios históricos e também outros museus. Citando Jaramillo:

“(...)para liderar cambios profundos en la forma como se vive y se ofrece la cultura en la comunidad, y que son una simple escala para conseguir otros objetivos de corte social más fuerte y más profundo, como el de la ciudadanía educada y el de la convivencia que revierte en una profundización del ejercicio de la democracia.” (JARAMILLO, 2010,p.5)


No decorrer da aula o maior número de questionamentos foram sobre o acesso aos museus. Grande parte dos alunos não se sentem à vontade para entrarem em museus estando sozinhos ou acompanhados de familiares, o que não acontece quando estão acompanhados da escola. O que se percebe é que apesar do estímulo da escola e professores em promover visitas a espaços museais, para os alunos a escola, de certa forma, legitima a presença dos mesmos no espaço museal, situação que não permite que se sintam autônomos e seguros a repetirem as visitas sem a presença da escola. Essa realidade pode ser vista nas respostas colhidas em um formulário respondido pelo alunos ao final da aula. Quando perguntado se eles tinham o costume de irem a museus 77,1% respondeu que “sim, vista museus. Mas com pouca frequência”, contra 22,0% que respondeu “Sim, sempre visito museus, centros culturais e outros espaços com exposições.” Mas ao serem questionados sobre quais museus costumam ir as respostas se mantiveram dentro do leque de museus que eles visitaram junto a escola e que se encontram no Circuito Liberdade. Nos parece, por meio das respostas, que as visitas se limitam às excursões escolares.


Outra questão presente no formulário e que vale destaque é se eles acreditam, de alguma forma, se museus contribuem para a sociedade, unanimemente, 100% das respostas foram positivas, sendo citados “memória da cidade”. “conhecimento”, “cultura para a população” e “história” os motivos mais dissertados. 

Levar o “museu à escola” permitiu que muitos alunos rompessem estereótipos e concepções acerca do acesso livre ao museu, para a maioria museus são intimidadores o que os inibem de entrar no espaço. Em um bate papo bem informal conversamos sobre a quantidade de instituições museais e de cultura que existem em Belo Horizonte e que são espaços abertos para todos, sendo a maioria gratuita, o que muito os animou. Finalizando a proposta de levar o museu à escola, distribuímos a cada aluno e professor um pequeno kit com uma pequena amostra do CEMEMOR, cartão postal, marca página, informativo e folder institucional compuseram o nosso modesto presente. 


Como feedback dos alunos recebemos mensagens - deixadas nos formulários - de agradecimento como essa: “Muito bom, pois me instruiu sobre as dúvidas que eu tinhas sobre visitação aos museus de Minas. Obrigado.”. E no final percebemos que para o museu desenvolver a sua função social, antes, a população precisa compreender o que é um museu. Tarefa essa, nossa.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 

GUSMÃO, S.N.S. 85 anos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Centro de Memória da Medicina de Minas Gerais. Cooperativa Editora e de Cultura Médica, 1997.

JARAMILLO, C. Los Museos como Herramientas de Transformación Social del Territorio El caso del Museo de Antioquia Medellín – Colombia ...in:JUNIOR , José do Nascimento (org.) Economia de Museus. Brasilia : MinC/IBRAM , 2010.

RIBEIRO, Emanuela Sousa . Museus em universidades públicas: entre o campo científico, o ensino, a pesquisa e a extensão. Museologia & Interdisciplinaridade Vol.I1, nº4, maio/junho de 2013, p.88-102.