terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Exposição celebra os 50 anos de carreira de Rita Lee

 

Exposição do Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, celebra os 50 anos de carreira de Rita Lee

[matéria do Jornal Nacional, aqui] 

texto: Bernardo Ferreira Campos

editor: Luiz H. Garcia


Sucesso, Aqui Vou Eu

 

Já estou até vendo

Meu nome brilhando

E o mundo aplaudindo

Ao me ver cantar

Ao me ver dançar

I wanna be a star!

Como Ginger Rogers, vou sapatear

Mais de mil vestidos vou poder usar

Num show de cores em cinemascope

Eu direi adeus

Aos sonhos meus

Sucesso, aqui vou eu!

 Luzes, câmera... ação... eu vou lutar, eu vou subir... eu vou ganhar e conseguir... será que algum dia famosa eu seria? Rita Lee já sabia que alcançar a fama não seria um problema e que todos os caminhos a levariam a ser a nossa eterna Rainha do Rock.

A Exposição “SAMSUNG ROCK EXHIBITION RITA LEE”, que ficará disponível até 20 de fevereiro de 2022, foi inaugurada no Museu da Imagem e do Som (MIS-SP) e conta com a exibição dos acervos pessoais da cantora e a curadoria de seu filho João Lee: “Convido você a dar uma espiada nas lembranças que minha mãe guardou dos seus 50 anos trabalhando com música por este mundo afora, quando subia no palco e dividia com o público suas peripécias, cantando e dançando. Tempos inesquecíveis, maravilhosos e divertidos”.

Após sua saída turbulenta dos Mutantes e do início de sua carreira solo, Rita desde então produziu intensamente e teve várias parcerias ao longo de sua trajetória, como Lucinha Turnbull, conhecida como a primeira mulher a tocar guitarra no Brasil; a banda Tutti Frutti e seu esposo Roberto de Carvalho. Rita Lee representou a loucura, a rebeldia e a irreverência de ser mulher e roqueira em tempos de caretice, conservadorismo e Ditadura Militar. Coisas de quem canta e se orgulha de ser a ovelha negra da família...


 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Atividades do grupo de estudos SOMMUS

Neste semestre o Grupo de Estudo SOMMUS,  coordenado pelo prof. Luiz H. Garcia (ECI/UFMG), realizará seu ciclo de discussões às quintas-feiras, às 15hs, através de sua sala na plataforma Jitsi:

https://meet.jit.si/reuni%C3%A3oSOMMUS

As reuniões são abertas ao público, sem necessidade de inscrição prévia, e é recomendável fazer a leitura prévia do texto indicado para cada sessão:

18/11

GONÇALVES, José Reginaldo Santos. Ressonância, materialidade e subjetividade: as culturas como patrimônios.

 Horiz. antropol. , 2005, vol.11, n.23, pp.15-36. [link]


02/12

TRAVASSOS, Elizabeth. “Música folclórica e movimentos culturais”, 

Debates. Cadernos do Programa de Pós-Graduação em Música, 6. Rio de Janeiro: CLA/UNI-RIO, 2002, pp.89-113.[link]


16/12

TÉO, Marcelo O corpo, o visual e o sonoro na construção do moderno.  

ArtCultura, Uberlândia, v. 17, n. 31, p. 101-117, jul.-dez. 2015. [link] 


 



quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Trabalhos de divulgação científica - optativa Patrimônio Cultural, Som e Museologia


Como parte das atividades avaliativas da disciplina optativa Patrimônio Cultural, Som e Museologia, propus à turma um trabalho de divulgação científica em formato aberto: áudio/podcast, audiovisual/vídeo, texto para blog. O objetivo principal era experimentar a partir dessas linguagens de comunicação e simultaneamente fazer a exposição de registros e conteúdos associados ao que estava sendo estudado e pesquisado ao longo do semestre. 

Trouxe aqui dois trabalhos que atenderam plenamente as expectativas. Fica o convite aos leitores para conferir a produção, comentar e ajudar a difundir o material através dos canais da internet a que tiverem acesso. 


Trabalho desenvolvido pelas alunas Anita Helena Vieira de Souza e Carina Rafaela de Camargos Manoel

Versa fundamentalmente sobre o gênero musical "rock progressivo", destacando as criações de lavra brasileira que possam ser a ele associadas. Explorar a História, os elementos estéticos e o repertório discográfico são formas de embasar a compreensão da música popular como patrimônio cultural.  

1-  Entrevista com o músico, compositor e pianista Bernardo Moreira sobre rock progressivo brasileiro:

https://drive.google.com/file/d/1ep4z2KrRtAQW9a5XX3-ofQL99CGArPLW/view

2 - Podcast "Antenadxs no Podcast Progressivo"

3- Playlist na plataforma Spotify

 

Trabalho desenvolvido pela aluna Dayana Priscila Mesquita

Aborda o tema do colecionismo e consumo da fonografia explorando aspectos da memória social, tendo como ponto de partida a entrevista com o Tiago, que fez um relato centrado na loja de discos iniciada por seu pai.

 1 - Podcast "Meu Lugar é no Museu": episódio Havia uma loja de discos aqui

 


quinta-feira, 15 de abril de 2021

Disciplina optativa - Patrimônio cultural, som e museologia


No próximo semestre irei ofertar uma nova optativa para a graduação em Museologia da UFMG. Ela nasce privilegiando o formato de grupo de estudos e está totalmente articulada às atividades correntes do Grupo de Estudos Som e Museologia, coordenado por mim. Ela também se aproveitará parte do programa e material que era empregado na antiga optativa Patrimônio urbano e música popular, refletindo portanto o tempo já investido em minhas pesquisas que transitam entre a museologia, os estudos de som (sound studies), investigações sobre patrimônio cultural e cultura material, etnomusicologia e estudos de História Cultural de escopo mais amplo.

Ementa:
Nossas reflexões sobre as novas configurações das instituições museológicas na contemporaneidade e o alargamento do conceito de patrimônio cultural levaram a uma nova linha de investigação sobre o som gravado – especialmente a música popular – como “objeto aural” musealizado. A disciplina propõe explorar as relações entre som e museologia a partir dos seguintes eixos: a atribuição de valor patrimonial ao som e à música; as relações entre identidade, som e sentido inscritas no patrimônio cultural urbano; o emprego do som como objeto e linguagem no contexto da comunicação museológica. 

Bibliografia básica:

ALMEIDA, Luiz Fernando de. Apropriação e salvaguarda do patrimônio imaterial. In: SANTʼANNA, Márcia (org.) Os sambas brasileiros: diversidade, apropriação e salvaguarda. Brasília, DF: Iphan, 2011.

BELIVEAU, Jeremy E. Audio Elements: Understanding Current Uses of Sound in Museum Exhibits. Dissertação de Mestrado em Artes. University of Washington, 2015, 68 p. 

BENNETT, Andy. ‘‘Heritage rock’’: Rock music, representation and heritage discourse. Poetics , Elsevier, n.37, 2009, pp. 474–489.

GARCIA, Luiz Henrique A. Há lugares que eu me lembro: encenando o espaço urbano na exposição permanente do museu The Beatles Story. In: Anais eletrônicos do II Seminário Brasileiro de Museologia (2015), Recife: MUHNE/Fundaj,. v. 1, 2017, p. 1-16. 

GARCIA, Luiz Henrique A.; PARANHOS, Julianne. O Museu Clube da Esquina e os lugares da cidade: breve reflexão sobre ações museológicas no espaço urbano. Museologia e Patrimônio, v. 9, p. 134-152, 2016.

 

KANNENBERG, John. Listening to Museums: Sound Mapping towards a Sonically Inclusive Museology. Museological Review. University of Leicester, 2016, p. 6-17.

LEONARD, Marion. Exhibiting Popular Music: Museum Audiences, Inclusion and Social History. Journal of New Music Research. Vol. 39, No. 2, 2010, p. 171-181.

MENDONÇA, Tânia Mara Quinta Aguiar de. Museus da Imagem e do Som: O desafio do processo de musealização dos acervos audiovisuais no Brasil. Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Tese, 2012.

OLIVEIRA, Denise da Silva. O som como “patrimônio”: museus sonoros e a experiência da Discoteca pública do Distrito Federal nos anos 1940. Anais II Seminário Nacional História e Patrimônio Cultural - GT História e Patrimônio Cultural. Rio de Janeiro: Unirio, 2018, p.121-134.

STERNE, Jonathan. The Audible Past: Cultural Origins of Sound Reproduction. Duke University Press, Durham & London, 2003.

TRAVASSOS, Elizabeth. Poder e valor das listas nas políticas de patrimônio e na música popular. Porto Alegre, 03 maio 2006, 11p. (mimeo).  Texto elaborado para o debate A memória da música popular promovido pelo Projeto Unimúsica 2006 – festa e folguedo.