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domingo, 19 de julho de 2015
repensando museus: Mário de Andrade entre dois pintores
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quarta-feira, 10 de junho de 2015
Museus numa encruzilhada contemporânea
"Um papel central do museu é, dessa forma, operar como uma máquina do espaço-tempo, transportar-nos para diferentes períodos e culturas – para diversos modos de perceber, pensar, representar e ser –, a fim de que possamos testá-los em relação a nossas próprias época e cultura, e vice-versa, e, nesse processo, quem sabe transformarmo-nos um pouco. Esse acesso a vários passados e a vários presentes se reveste de particular urgência numa era de um presentismo consumista, de paroquialismo político e de cidadania truncada. No fim das contas, se os museus não são locais em que se cristalizam diversas constelações de passado e presente, para que precisamos deles? " Hal Foster, Museus sem fim. Artigo publicado na revista Piauí, edição 105. (link)
Obs: esclareço que esse é um blog de finalidade cultural e educativa, sem qualquer função comercial. O conteúdo completo do artigo é acessível apenas a assinantes.
***
Esta é uma perspectiva com a qual estou plenamente afinado. Em várias das disciplinas que leciono e textos que discutimos nas aulas apontam justamente para essa encruzilhada. Inclusive, sobre outro ângulo, o texto que publiquei recentemente na revista eletrônica Museus aborda os dilemas contemporâneos das instituições museológicas: Museus para uma sociedade (in)sustentável (completo, aqui). Um pequeno trecho...
Em
meio às contradições de nosso tempo convulsionado, não sobrevivem ao
exame crítico os apelos superficiais, o bom-mocismo politicamente
correto que esconde sob o “selo” da “sustentabilidade” a estratégia de
apaziguar e no fundo, perpetuar, esse estado insustentável de coisas.
Cabe aos museus ir ao nervo do problema, afirmando assim seu propósito
como foro público de debate e experimentação. Nesse sentido, precisam
confrontar suas próprias fissuras, suas próprias incongruências
defrontadas no cerne de suas operações, e não apenas em atividades
esporádicas que se dão em suas dependências mas em nada alteram seu modus operandi.
Boa reflexão a todos!
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Memória em prosa e imagem: o Museu Paulista na USP, 1963/2013
Sinopse
Memória em prosa e imagem: o Museu Paulista na USP, 1963/2013
O
documentário registra e problematiza a voz de pessoas cujas vidas
entrelaçaram-se, de forma profissional e pessoal, à trajetória histórica
do Museu Paulista, particularmente durante o processo de sua integração
à Universidade de São Paulo. São os lugares que constituem referência
de memórias individuais e sociais, propiciando e/ou interditando
pesquisas, produção de conhecimentos e narrativas. O relato oral ajuda a
relativizar a aparente neutralidade da documentação produzida com o fim
deliberado de preservar do esquecimento transformações que modificaram o
perfil do Museu nos últimos 50 anos. Como observou Ecléa Bosi, lembrar
não é reviver, mas refazer, reconstituir, repensar com imagens do
presente as experiências, esperanças e vivências do passado. Sublinhando
o peso do presente nos processos de rememoração, as vozes aqui reunidas
não foram confrontadas com aquilo que as fontes disponíveis sobre o
tema sugerem ou conservam, pois o objetivo foi valorizar o que foi
lembrado, o que foi escolhido para narrar pela mediação do momento atual
e da equipe que trabalhou na filmagem e montagem deste audiovisual.
Memória em prosa e imagem: o Museu Paulista na USP, 1963/2013
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Palestras da Casa de Rui Barbosa
Discussões excelentes e atuais, promovidas pela Casa de Rui Barbosa. Retirei do canal da instituição no You Tube [acesso a todo conteúdo, aqui] duas que gostei especialmente.
1) Palestra “Centros de Memória”, proferida pela professora Ana Maria de Almeida Camargo, História/USP. 13/05/2015
"Ana Maria de Almeida Camargo dá aula no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Na ocasião do dia 13, a pesquisadora na área de documentação e arquivos fala sobre a diversidade de características atribuídas aos centros de memória. Além de examinar as soluções a que recorreram, na tentativa de ajustar mecanismos preexistentes às demandas contemporaneidade. A professora também pretende discutir o alinhamento com os órgãos que os criaram; e, por fim, apresentar os elementos que poderiam compor os perfis institucionais, tornando-os mais eficientes."
"Ana Maria de Almeida Camargo dá aula no Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Na ocasião do dia 13, a pesquisadora na área de documentação e arquivos fala sobre a diversidade de características atribuídas aos centros de memória. Além de examinar as soluções a que recorreram, na tentativa de ajustar mecanismos preexistentes às demandas contemporaneidade. A professora também pretende discutir o alinhamento com os órgãos que os criaram; e, por fim, apresentar os elementos que poderiam compor os perfis institucionais, tornando-os mais eficientes."
2) "Espectadores y lectores frente a las pantallas: políticas para escenas emergentes". Evento no auditório da FCRB em 17 de abril de 2015.
"Ana Rosas Mantecón - antropóloga, professora e pesquisadora da Universidade Autonoma Metropolitana do México. É especialista em pesquisas sobre consumo cultural e recepção artística, com estudos sobre públicos de museus, cinema, televisão, rock, turismo cultural, representações do patrimônio arquitetônico em centros históricos, organizações que reúnem creatividade e inclusão social, assim como análises de políticas culturais urbanas. Seu próximo livro “Ir al cine. Antropologia de lós públicos” será publicado este ano pela editora Gedisa.
Nestor Garcia Canclini - professor na Universidade Autônoma Metropolitana do México. Foi professor visitante nas universidades de Austin, Duke, Nova Iorque, Stamford, Barcelona, Buenos Aires e São Paulo. Recebeu a bolsa Guggenheim e vários prêmios internacionais por seus livros, entre eles, o “book award de La Latin American Studies Association por Culturas híbridas, que foi publicado no Brasil pela EdUSP. Entre os livros editados no Brasil estão: Diferentes, desiguais e desconectados (UFRJ), Consumidores e Cidadãos (UFRJ) e A sociedade sem relato (EdUSP). Em 2014, recebeu o Prêmio Nacional de Ciências e Artes no México."
sábado, 9 de maio de 2015
Uma breve história da Bienal de Veneza
O curta de Oscar Boyson “A Short History of the World’s Most Important Art Exhibition,” (Uma breve história da mais importante mostra de arte do mundo), nos leva aos bastidores do evento e contextos históricos e políticos abarcados ao longo de sua história, intercalando uma narração tradicional, informativa, com outra mais acelerada, encadeando elementos com em um videoclipe, e ainda um terceiro fio narrativo que corre através do depoimento de artistas e curadores.
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